meu querido diário: novidades no front…
4 Fevereiro, 2009
Eu vivi uma semana mágica ao lado de uma pessoa.
Foi fulminante. Foi intenso, carinhoso, delicado, leve e desesperado. Foi lindo. Foi algodão-doce, foi jujuba. Foi sala e cozinha. Foi gostoso. Foi apimentado. Na medida certa. Foi, acima de tudo, embriagante. Embriagado de amor, perdidamente bêbado.
A gente se conheceu na quarta e a empatia foi quase instantânea. Tudo começou por causa de um vinho. Que eu gosto e ela adora. Gewurztraminer da Alsacia… Quem não conhece não imagina do que ele é capaz. E isso foi só o começo, a gente se entendeu em um monte de coisa, e seria assim o resto da semana
Na quinta a gente ficou. Eu comprei um Gewurz e a chamei para beber. E por incrível que pareça, ela aceitou!!! Sim! Sim!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ela disse sim, e vamos beber HOJE! Foi lindo. A gente ficou só no final da noite. Quando eu gosto de alguém eu fico meio travado. Fico querendo que tudo aconteça da forma mais natural. Eu estava nas nuvens ao lado dela. Acabou que ela tomou a iniciativa. Do jeito que eu gosto. Adoro! Adoro quando uma mulher me beija.
No sábado eu a pedi em namoro. A gente passou o dia juntos. Ela cozinhou. Ela fez uma massa. Tipo, pegou farinha, ovo, água…e de repente tinha um macarrão no meu prato. Bom demais… e ela ainda fala que, apesar de estarmos em 5 pessoas, tudo aquilo foi em minha homenagem… é claro que eu derreti escutando isso…
E foi assim, no domingo, na segunda, na terça…
Na quarta. A gente dormiu junto. Num quarto de hotel. Foi fantástico. No meio da noite, eu precisei que dizer estava amando. Fazia tempo que isso não acontecia. Não foi aquele “Voce me ama? – sim, eu te amo”. Foi honesto. Foi necessário… falar que estava apaixonado não fazia mais a cabeça. Ela não perguntou nada, não falou nada. A gente estava calado, abraçados, às altas horas da madrugada. E veio! Eu tive que falar. Escapou. Saiu, foi quase uma reação fisiológica. Eu ainda não repeti isso para ela. Eu só vou falar isso de novo, quando eu tiver certeza do que falo.
Eu só sei a diferença entre amor e paixão quando eu não estou gostando de ninguém. Mas eu estou apaixonado, estou doente. Só penso nela. Então eu fico sem noção.
E tem um detalhe. A gente mora em cidades diferentes. Ela estava de férias em Brasília! PQP! Como é frutrante, saber que tem uma moça, também doente por um beijo meu… e estamos a 250km um do outro.
Na quinta gente se viu, lógico.
Na sexta ela foi embora, com direito a almoço com o sogro!
No sábado foi foda…. sabe esse lance de se embriagar? Pois é, depois sempre bate a ressaca, a rebordosa…
Eu estou aqui agora… curtindo uma puta ressaca, 5 dias depois, a visão começa a clarear. A C. é uma mulher demais, especial, linda. Ela soube se preservar, preservar uma beleza dentro dela que raramente encontrei na vida… E tem um sotaque goiano que é um charme…. que saudade do sotaque dela, bom d+, sô…
E a visão clareia, eu vejo que a gente não pode viver só de amor. Como eu sonhei nessa semana. Ela está longe. Ela não tem internet em casa, a gente começou se falando pelo telefone frenéticamente… Mas em 3 dias de ligações interurbanas já deu pra ver que a conta de telefone vai explodir nesse ritmo… Hoje é o primeira dia que eu não ouço a voz dela. Ela mandou um e-mail estranho. Falando da gente ir com calma, que ela sente minha falta, mas tem uns planos e muito trabalho… Eu começo a sentir um insegurança brotar no fundo do coração… Sei lá… Que droga.
É logico que seria impossível viver nosso namoro no mesmo ritmo e intensidade daquela semana especial. Ia acabar o estoque de açucar do mundo. A gente tem que voltar um pouco mais pra perto do chão… è triste… mas tudo bem, se for pra viver uma história bonita, verdadeira, eu topo…
C., eu acho que eu estou amando…