show da m.m.

20 Março, 2007

correio braziliense

Ontem fui com a G. ao show da Marisa Monte. A convidei para aquele show, comprando os ingressos com mais de 3 semanas de antecedência, mais para fazer um agrado e facilitar a nossa volta (depois de umas semanas separados, devido a falhas de comunicação). A verdade é que nunca fiz questão de ir ao um show dessa cantora

A Marisa Monte sempre me passou uma imagem esnobe, de uma artista que se acha acima dos reles mortais. Fui ao show sem esperar nada além de uma bela cenografia (uma amiga me falou de uns painéis que se mexiam durante o show…)

Ao fim do show estava muito satisfeito com o que havia visto. Primeiro a Marisa Monte foi muito simpática durante todo o espetáculo. Conversou um pouco, fez algumas piadinhas (todas passando a impressão de terem sido devidamente ensaiadas, mas fez piadinhas….). Sempre com sorriso no rosto e demonstrando prazer em estar lá, tocando e cantando. E fazendo umas coreografias com o braço que eu considero de gosto duvidoso… hehehehe

A cenografia realmente foi um espetáculo à parte. Com um visual minimalista e bastante sofisticado, o palco era composto por blocos retangulares, revestidos de tecido branco que se mexiam, acendiam e apagavam, além de transmitir imagens. Esses blocos ficavam nas laterais e havia um bloco imenso sobre palco.

A primeira música do show foi executada no escuro total, quando as luzes se acenderam no início da segunda a musica o povão foi ao delírio.

O show seguiu mesclando músicas de todas as fases da artista com blocos móveis se acendendo e se apagando nos momentos exatos! Em algumas músicas ela botou a platéia para fazer coro com muita competência. Ela é realmente muito carismática.. nunca esperei isso dela.

Gostei da forma que ela foi apresentando os músicos: um por vez, ao final de cada música.

E final tb foi execelente. Depois do bis (de duas músicas, básico…) os músicos saíram e a meia luz ela começou a cantar a capela a musica “bem que se quis”. O público começou a cantar junto. As luzes se apagaram e quando a platéia terminou de cantar Marisa Monte não estava mais lá…

100% show busines. Mas de muito bom gosto. A fina flor da expressão artística/musical brasileira. No site dela, além de você encontrar toda a ficha técnica do show, que eu estou com preguiça de crtl-c, crtv-v para cá, podemos ver aque ela vai dar um role pelo mundo em Março/Abril. Tocando pela Autrália, Japão, Coréia e China… que inveja… ou não…

————————————————–
Aproveitando que estamos aqui resolvi comentar algo sobre meu lado calhorda. Hehehe

No show, eu sentei com a G. na primeira fileira, e logo atrás de nós tinha um grupo de meninas bem bonitas e que pelo sotaque eram do sul, tchê!

Elas eram bem bonitinhas e comecei a fazer umas caricias na G. só imaginando o que elas achariam. Tentei provocar as meninas, provocando a G. Fazia carícias na nunca dela, bem devagar, via que ela estava adorando, e imaginava as gaúchas morrendo de vontade de receber uma carícia tb. Depois roçava meu rosto nos ombros nus da G. Tudo muito sutil e muito carinhoso.

Abraçava-a e tentava dar o beijo mais sexy que eu poderia dar. Aquele beijo leve, em que os lábios mal se tocam, apenas sentem e imaginam a gosto da boca do outro. A minha língua apenas cumprimenta a dela. Tudo rápido, ligeiro, sexy, descontraido. Como se beijar alguém fosse tão natural quanto beber um copo de água quando se tem sede, muita sede. Sem chupões desesperados em público… Por que, afinal, eu tb tinha minha platéia….

Frustração na implosão

23 Janeiro, 2007

correio braziliense

Em Brasília havia o esqueleto de um prédio à margens do Paranoá. Havia, ele foi implodido no dia 22. Ele estava fora dos padrões urbanisticos da cidade e por isso a obra foi embargada e o prédio nunca foi terminado.

Aquele esqueleto fazia parte das minhas lembranças mais antigas do visual costeiro do lago Paranoá. Há pelo menos uns 10 anos eu ouço que ele ia ser implodido e que com certeza eu não perderia essa.

Fiquei sabendo que o prédio ia ser implodido no mesmo dia em que seria executada a obra. Me programei, mas acabei enrolando no escritório do meu pai, pois tinha certeza que, como é de costume no Brasil, a implosão ia atrasar. ( em verdade eu teria que escolher ir para lá cedo e com fome ou ocmer uma galinhada rapidinho e sair correndo)

Quando me dirigia para o lago sul, Era 12h30, talvez 2 minutos a mais ou menos. Era hora prevista para o fim do prédio, eu passava na esplana e vi uma nuvem gigante de poeira no horizonte. Putz!!!!!!!!

tinha perdido a implosão… fiquei muito decepcionado….

Mesmo assim continuei seguindo meu caminho em direção à Ermida Dom Bosco, onde eu havia inicialmente planejado ver a implosão. A ponte JK estava bombando! Lotada de gente. Fiquei com inveja daquele pessoal que havia escolhido super mal a ponte como lugar para de ver o acontecimento. A Ermida era muito melhor: Bem em frente ao prédio. Mas pelo menos o pessoal da ponte viu alguma coisa. Eu só vi poeira… e escrombos mais tarde…

Acabei ficando com preguiça de ir à ermida só para ser um dos primeiros a ver a nova configuração do horizonte brasiliense, e entrei na QI 26, onde eu sei que também uma vista legal do local do antigo prédio.

Vi os escombros, me bateu uma melancolia de leve…. já tinha me acostumado com o esqueleto daquele prédio.

Fumei um cigarro, pensei na vida. é… a cidade está crescendo