A arte cavalheiresca do arqueiro zen*
09/09/2008
Agradeço a todos as pessoas que entram no meu blog, que lêem e que deixam comentários. Eu às vezes leio outros blogs, mas quase nunca comento.
Não o faço, geralmente, por um dos dois motivos:
1- nunca acho que tenho nada de pertinente a ser dito
2- Por preguiça
Mas adoro quando recebo um comentário, que eu quase sempre respondo…
:-\
Esses dias conheci a R. e foi legal que isso tenha acontecido. Gosto de conhecer pessoas novas, principalmente por meio deste blog, que quando foi criado era pra ser anônimo e que eu tinha certeza que, no meio de bilhões de blog mundo afora ele permaneceria anônimo e escondido por muitos anos….
E assim ele ficou, até que eu resolvi sair do blogspot e ir para o WordPress, e ai conheci a B. (de quem eu imito esse jeito carinhoso/discreto de falar das pessoas) e outras pessoas começaram a aparecer e o resto é história.
Pois bem, agora eu que eu já conheço 2 leitoras, (tinha a Rebecca mas ela cansou e se foi…) eu começo a sentir uma certa pressão…
Uma pressão de escrever com mais regularidade, de não espantar de tédio as minhas (meus) leitora(e)s que aparecerem… Eu sei que vocês, amadas que são, vão falar pra eu deixar de bobagem, que vocês gostam de mim do jeito (preguiçoso) que eu sou… mas não adianta… eu não vou acreditar em vocês… hehehehe
Pois bem, eu acredito que tudo o que eu escrevo de melhor eu o faço como não sendo eu que escrevo, melhor ainda quando não sou que escrevo nem sou eu quem sente aquilo que eu sinto e que eu escrevo…
Quando consigo me desprender a ponto de “ALGO” sentir e escrever por mim acredito que chego aos melhores resultados…
Lendo o livro que dá título a este post fui apresentado a uma metáfora linda… Uma folha de bambu no inverno acumula a neve sobre si até que, em um determinado momento, a folha se dobra e a neve cai… Não é a folha que derruba a neve, ela deixa cair….
É isso que eu tento fazer, deixar o texto “cair”…. é lógico que hoje eu estou longe disso. Pois estou agora estou derrubando a neve, a minha intenção não está desprendida… eu estou escrevendo sabendo que alguém vai ler… não é o intuito…
Deixar cair é um exercício… que deve ser praticado, diariamente. Me falta disciplina para isso…
* título de um livro de Eugen Herrigel
Eugen Herrigel foi um filósofo alemão que sempre sentiu atração pelo misticismo e filosifa oriental. Certa vez foi convidado para dar aulas na universidade imperial de Tohoku, no Japão e lá decidiu fazer aulas de tiro com arco tradicional japonês (Kiudo), acreditando esta arte ser um caminho para melhor entendimento dos ensinamentos Zen
09/09/2008 at 14:55
Hehehe está certo…. vou fazer o seguinte… prometo não vir mais visitar seu blog e assim deixá-lo à vontade para postar algo que ninguém vá ler rsrsrsrs (apesar de que eu considero isso impossível!) Tudo para não perder sua espontaneidade… bjs!!
09/09/2008 at 17:41
Eu gosto de como vc escreve. A gente percebe direitinho que aqui é a tua hora do recreio. Não haver cobrança é o grande barato e por isso o teu prazer. Aqui é pra vomitar angústias, confissões, deprês, sofrimentos, alegrias, loucuras, sem ter que se preocupar em ser aprovado e reprovado. Periodicidade pra que? Há muito tempo te coloquei em meus feeds. Portanto, vc pode passar trocentos anos sem escrever, que quando escrever eu virei aqui, te chamegar, fazer carinho, puxar orelha ou simplesmente dizer que estava com saudade. No entanto, ambos sabemos que isso, ou qqer coisa que eu faça, jamais te deixará desconfortável de verdade, afinal, não frequento a tua casa ou conheço os seus amigos e amores. Puxão de orelha virtual não conta… risos. Continuará sempre livre, enfim.
PS – Beijos agradecidos pela recente surpresa! Amei, de verdade.
22/04/2011 at 18:46
Seu blog não tem apenas leitoras, e eu gosto de visita-lo e eu quase nunca comento também. Primeiro pq eu não visito regularmente (este é outro motivo pelo qual gosto de passar por aqui, este blog nao muda de semana em semana). E eu gosto mto pelo modo que voce sente a vida, chego a me identificar as vezes. Sao coisas que nao pega bem um homem falar por ae, não pelo que os outros vão pensar, mas porque nao tem a quem interessar por ae, aqui so passa quem se interessa, so le quem interessa, é um modo estranho e magnifico de encontro, e eu curto isso.
24/04/2011 at 21:07
André!
Que bom saber que você tb lê este blog. Eu escrevo muito pouco. E geralmente quando estou sofrendo! Estou passando por um momento muito bom da minha vida, então talvez eu tenha necessidade de escrever menos. Porém gostaria que fosse ao contrário. Começar a escrever mais na base da transpiração e menos da inspiração. Mas falta tempo. Então assim mesmo…. Obrigado assim mesmo!