Precisão jornalistica

27 Novembro, 2007

10h, 27 de novembro de 2007

site da BBC Brasil:
Confrontos na França deixam 82 policiais feridos

Site do New york times:
77 Police Officers Hurt in Paris Riots”

Site do CorreioWeb
Revolta de jovens em Paris deixa 30 policiais feridos

Site do Folha Online
Novos confrontos na França deixam 60 policiais ferido”

A BBC diz confrontos, a folha diz novos confrontos. Eu não acompanhei nada do que aconteceu lá.

Então a contagem dos feridos da BBC é geral? desde o inicio desse episodio? E contagem da Folha é de um novo confronto (já houveram outros antes desse) dentro desse novo episodio da história recente da França?

sei lá…

visitando os parentes

26 Novembro, 2007

Expectativa, eu iria saber um pouco mais da história da minha família, uma parte remota. Mas isso me excitava. Uma chácara. Numa estrada de terra. Uma casinha de madeira, galpões de madeira, ao lado de uma escola de madeira. Madeira não faltava naquela época. Uma casinha de 80 anos. Inteirona. Pequena, aconchegante. Recepção, abraços, cumprimentos. Uma cachorra velha, 2 filhotes. Uma fêmea e um macho. Vamos entrar. Móveis velhos, bem velhos, um fogão velho com panelas velhas. Liga o fogão. O que tem lá dentro? Uma galinha morreu para gente almoçar. Lá fora, um pé de pêssego, junto a ele um pé de alecrim, com seu aroma inconfundível. Me fez lembrar um campo inteiro de alecrim, em uma cidade que eu nunca fui, com muros de pedra. E lá estava ele, um parreiral, que vontade de ter uma parreira em casa. Uvas brancas ainda verdes, parece bola de gude. Fui arrancar uma uva, eu tinha que uma vez na vida comer uma uva direto do pé. A uva estava verde. E o cacho veio junto. Meu Deus, já cheguei fazendo merda. Esconde o cacho no meio das folhas, me senti uma criança que quebra um brinquedo e finge que nada aconteceu. Provei a uva branca verde. Não estava tão ruim assim. Uva Niagara.

Dentro da casa Fotos antigas, desenhos, legendas em italiano. “Riprodutto nel 24 di maggio”. O ano não dá pra ver. Ao lado, uma bacia de ameixas, colhidas na casa do compadre. E logo vem o salame e o queijo, tudo ali da região, caseiro, como não se encontra por aqui. Muitos dedos de prosa. Quero água, bebe da torneira, a água é boa, é do poço ali da frente, ta vendo aquela casinha? A água é um delicia, mas será que é limpa mesmo?Vinho seco ou vinho suave? Vinho seco de uvas não vitis viniferas. Uva da região. O vinho era muito ruim. Cor de groselha. Mas foi um dos melhores vinhos que já tomei. È vinho aqui da região. Um vinho que eu poderia ter feito, se compra de galão, foi servido em garrafa de skol. Tá muito seco? Põe um pouco de adoçante. Ficou melhor ainda, vinho com adoçante, duas gotas. Toda a minha humildade foi posta a prova. Mais uma caminhada pela casa, uma escadinha, bem apertada. Depois vou subir nela. Mais conversa, mais vinho, mais salame, empadão de frango, esse a gente trouxe. O velho fuma, que vontade de pedir um trago. Ligações. Pra avisar que estamos incomunicáveis. Chamada que não completa, eu fico puto. Como eu queria ela ali comigo, queria todos os meus amigos ali comigo, pra ver de onde veio minha família. Historia humilde, do interior, no sul do Brasil. Queria a todos ali, pra sentir o que eu sentia. Aquela sensação de já ter estado ali antes. O prazer das pequenas coisas, de sumir no mapa e ao mesmo tempo se sentir no colo da mãe.

Subi a escada, o segunda andar parece um galpão. Uma cama, mais coisas velhas. No outro quarto a caixa da d’água. Abre a caixa d’água. Água parece bem limpa mesmo. Um foto, muito antiga, um senhor e várias mulheres. Que legal, fico tentando achar alguma bonita ali no meio. Acho um sorriso, bem malandro. Essa devia ser pra frente.

E veio o almoço. Polenta branca, que não precisa mexer muito. Galinha, costela que sobrou de ontem, tomate, palmito, acelga, colhida ali na hora. Pica a folhagem e tempera com o óleo da costela, e fica uma delicia. Língua de boi, que parece um rosbife. Mais frango, mais polenta, uma faca que não corta. Uma faca de dentes, que já ficou banguela. Que vida, tão distante da minha, mas tão encantadora. Uma faca banguela, com uma mesa velha, cadeiras velhas e confortáveis. Fogão velho, panelas velhas. Moradores velhos. Felizes pela visita. Felizes eles parecem ser. Casados a tantos anos. Quanto já viveram? Eles nem brigam tanto. Mais salada. Mais frango. Que delicia!

De sobremesa? Geleira de amora. Bem azedinha. E um café, claro. Que delicia de café. Só faltou o cigarro.

Depois lá pra fora conhecer o quintal. Passamos de novo pela parreira. Passamos pelas galinhas e o poleiro. A cerquinha. E lá uma pitangueira. Enorme, alta como nunca vi antes. A terra aqui de casa não deve ser boa mesmo. Pitanga roxa, pitanga vermelha, das duas. Grama, que um dia já foi bem cuidada. As galinhas nos seguem, fazem as vezes dos cachorros que não entram lá. Mais conversa. Fico um pouco entediado. Volto para casa. Na mesa encontro um pistola? Sim um Luger P08. O que essa arma está fazendo ali? Uma pistola mais antiga que a cidade em que eu nasci. Famosa na mão do exercito nazista. Eu tiro ela do coldre. Olha pra ela. Ela me dá medo. Nem penso em apertar o gatilho, mesmo sabendo que aquela velharia não funciona mais. Volto lá pro fundo. Mais conversa., mais pitanga, folhas de louro que já tínhamos pegado. (continua)

———– uptdated 27/01/08——–
Se fosse para alguém filmar o que eu descrevi agora, seria a Miranda July.

Ps. Essa estória não vai ser continuada… Mas lembra da Luger? Então ela estava funcionando,  eu poderia ter me matado brincando com aquela merda… e tinha outra também… Essa outra eu atirei com ela… pela primeira vez na vida eu disparei uma arma de verdade… uma sensasão estranha…. Por isso isso eu preciso da Miranda.

meu lado m

6 Novembro, 2007

—- esse texto é meramente fictício—-
—- Leia por livre e espontânea vontade, não me responsabilizo por nada—-

Eu sou egoísta pra caralho.

Mas eu não faço por mal, eu fui mimado demais pela minha mãe. Que por contra-partida, se sente mimada de menos pela minha avó. Que perdeu minha bisavó cedo.

Princesa Diane, eu não gosto você. Não é nada pessoal, é só ciúmes mesmo. Eu sei o que é estar apaixonado por alguém comprometido. Por que agora você não aproveita e fica com ela. Porque vocês duas não transam loucamente. Com paixão, um transa que arde.E queima. Uma orgia, algo que o mundo nunca viu igual, em tamanho gozo e vontade reprimida ao longo de infinito semestre. Algo para me mostrar como eu sou incompetente, um lixo, um zumbi que anda pela terra.

E depois ela vem calminha pra mim dizendo que me ama.

Eu sou egoísta, meu pai me deu 2 convites e eu não pedi mais um pra você, foi mal. FOI MAL, PORRA! eu sabia que esses dois convites não vieram facil. mas não custava nada tentar… fui um idiota

Me sinto mal, não sei enfrentar meu pai. E por isso fico ao lado dele… Seguindo o lado negro da força. Anakin e Luke skywalker.

Mas eu sofro com isso. Sofro por ser assim, e não ser do jeito que você gostaria que eu fosse. Queria ser do jeito que você queria. E ainda assim a gente não ficaria junto no final.

Agora você tem toda a universidade para te consolar, te mimar, te dizer o quanto eu fui um idiota, não é…. foda-se essa universidade de merda…. foda-se a princesa Diane e sua cara de sonsa…. mas não se chateie comigo, não é nada pessoal…. é só vontade de xingar mesmo….

Então vai tomar no cu. Vocês duas. Vai tomar no cu eu. E todos esses seus amigos. Foda-se.

Afinal eu sou egoísta, sou possessivo, reprimido, frustrado, tabagista, punheteiro de merda…

Eu vou viver com os ratos… porque não mereço estar ao lado de ninguém…

 

Ou não….

orgulho, confusão e medo

6 Novembro, 2007

Você sabe porque eu não te ligo?

É um pouco de orgulho sim. Apesar de nessa história não haver certos e errados, eu não consigo não pensar que estou “menos errado” do que você. :-\

É um pouco de confusão. Não sei o que fazer. Eu sei que sinto algo muito grande por você. Mas será que é o que você quer, ou ainda o que você precisa? Será que essa história de casamento foi apenas uma grande loucura? Estarei jogando fora um grande amor?

Será que eu devo ir atrás?

E quando penso em ir atrás fico um pouco com medo. De escutar um não. De você não me atender, Nessas situações sempre eu tento me aproximar não dá certo. Medo de não estar percebendo que é hora de deixar quieto mesmo.

Mas será que o fato de eu não te ligar significa que eu esteja paralisado?

Prós:

- Você tb não me liga, eu acredito que ninguém aqui está certo nem errados, então também não pode me cobrar nada.

- Enxergar a situação com um certo distanciamento pode ser saudável

- Eu te mandei um e-mail, que ainda não foi respondido. Então eu pelo menos fiz algum tipo de contato

- Se for pra acabar estamos no caminho certo.

Contras:

- Tenho pensado bastante. Mas isso tb não é suficiente. Por que se as coisas ficarem assim vai chegar o fim do mundo e não vou ter tomado um decisão.

- Bem ou mal, tem sido sofrimento. Cada ligação do meu celular eu penso que pode ser você.

- Eu acredito que para quem já foi noivo a gente merecia uma despedida mais adulta.

- Se for pra continuar estamos no caminho errado.

Eu faço um trato, voce responde meu e-mail e eu te ligo, que tal? :-)

 

Bjos.

diferenças de atendimento

3 Novembro, 2007

Eu estava passeando pelo blog http://www.nao2nao1.com.br/ onde na primeira página há uma seção de livros recomendados pelo autor, Gustavo Gitti.

Um livro me chamou a atenção.

Resolvi comprar um para mim e outro para a J. Entrei no site da livraria cultura e da Fnac para conseguir o número das filiais aqui de Brasília. A primeira parte deu empate, os apesar de na livraria cultura ter sido um pouco mais fácil, no site da Fnac tb não foi complicado.

Além do livro que havia chamado a minha atenção queria também um livro de David Deida, com o título de “Isso é coisa de homem”. Também recomendação do Gustavo.

Na livraria Cultura consegui a informação que eu queria em exatos 2minutos e 37s. O segundo livro eles não tinham, mas o vendedor me informou que ele poderia encomendar para mim e que demoraria 15 dias para chegar.

Na Fnac foram necessárias 2 ligações. A primeira fui atendido relativamente rápido, mas a mulher me colocou para esperar enquanto atendia clientes que estavam na loja e eu desisti. Não segunda ligação foram necessários 4mim 3 42 segundos para eu ter as informações que eu queria. Eles também não tinham o livro do David Deida, e não me informaram (proativamente) se era possível encomenda-lo ou não.

Vou comprar na Livraria Cultura mesmo.. :-)

estou sem carro

2 Novembro, 2007

Estou sem carro, e a impressão que eu estou é que você vai aproveitar a situação para sair sem mim…

estou puto e chateado de ter que gastar a maior grana no carro, uma grana que eu não tenho. Tudo o que eu queria é que voce se oferecesse para vir aqui em casa, me buscar e me levar pra passear… mas eu não vou falar nada… não quero te “sufocar”… eu acho que sou romantico demais pra esperar isso de você…