Diário do trato parte I / post esquizofrenico II
23 Fevereiro, 2007
Não estou mais achando Paris um saco. Mas eu ainda estou depre pra caramba. Eu sei que eu nunca vou me entender com ela. Então porque eu fico me lamuriando o tempo todo?
Sei lá e tão complicado.
É coisa de orgulho ferido mesmo. Como pode uma pessoa ficar fodendo com a minha vida? Como pode eu não conseguir nem tirar dela as respostas que eu quero? Eu sou uma presa fácil admito. Mas eu acho que já deu…
Atualmente o que eu penso é: ela não vai me ver em abril como a gente combinou depois de ter feito o trato. E hoje em dia duvido até que ela vai me ligar na data combinada. Se eu quiser ouvir um não oficial, vou ter que ir atrás.
Ela é uma pessoas que sabe se fazer especial. Tem um jeitinho de que precisa sempre da proteção de alguém. Que é indefesa. Que ama incondicionalmente. Quando ela quer é a pessoa mais dócil e apaixonante com quem já me envolvi. Mas é só dar um brecha, a mínima possível e ela monta em você.
Não é possível, ela só pode gostar é de usar as pessoas, eu acredito nisso. Ela inventa histórias, tem sempre uma desculpa na ponta da língua. Ela realmente é muito boa. Mas eu sou mais eu.
Eu sei que ela põe fotinhas felizes na merda do fotolog dela. Que escreve declarações de amor pros amigos. Que tudo parece lindo. Mas eu sei que quando ela deita sozinha na cama, quando ela encosta a cabeça no traviseiro e tenta dormir, ela não é feliz de verdade. Ninguém é, eu não sou. Mas eu sei que a vida dela está muito mais incompleta… Ela não precisa de motivos pra ser infeliz, mas ela vai atrás. Ela complica, não sabe se preservar…
Beleza, eu também dou trela… eu sempre acredito que um dia ela vai me surpreender, que um dia vai tirar todas as impressões ruins que eu tenho dela e me fazer arrepender de um dia ter escrito essas palavras…
Afinal, essas são apenas as reclamações de alguém como eu… Mimado, com dinheiro, que nunca precisou fazer muito esforço. Ela inventa as infelicidades dela, eu invento meus problemas e complicações.
O lance é que eu sou carente pra caralho… e digo na bucha. Por isso eu não me identifico aqui… E se me descobrirem eu nego tudo….
Cigarros e ela…
23 Fevereiro, 2007
Se tem uma coisa que eu recomendo é: não tente parar de fumar e esquecer alguém ao mesmo tempo… pode ter certeza, é foda!
Fiquei de domingo até quinta sem fumar um cigarro. Hoje bateu um desespero e não resisti. Dei umas baforadas. AH! Se todo cigarro que eu fumasse fosse igual a esse que eu fumei.
Primeiro que era cigarro gringo. Muito mais gostoso. Mas a sensação é incrível. Pareceu que eu estava fumando uma baseado. Eu senti meu corpo relaxar na hora! Me deu uma taquicardia gostosa. Minhas pernas ficaram tremulas. Me deu vontade de ir ao banheiro. Muito bom. Até esqueci a Juliana por alguns minutos. Fumando aquele cigarro eu juro que eu percebi claramente todos os motivos porque eu nunca mais ia querer vê-la na minha frente.
Apaguei o primeiro acendendo o segundo. O prazer já não foi mais o mesmo. Engraçado, que meu segundo cigarro na França e já vieram me filar.
Eu estava em Versailles. Fiquei umas 2h30 entre filas e visitação ao palácio. Depois, fumei outros 3 cigarros na seqüência. Nenhum igual áquele primeiro. Mas sempre o que vem antes melhor que o próximo. Acabei jogando fora o resto da carteira… vou tentar ficar mais uns 3 dias sem fumar…
Tristeza sem fim…
20 Fevereiro, 2007
Um tempo atrás fui à livraria cultura. Na seção de quadrinhos tinha um cujo título era “Mas ele diz que me ama”. A autora conta a história do relacionamento com seu ex-marido. Eu só folheei a revista, mas parece que o cara, durante anos, manteve um relacionamento com ela que intercalava momentos de dominção, com indiferença, ora desprezo e muito mais…
Acho que na contra-capa do quadrinho ela diz algo que me marcou. Ela diz (mais ou menos assim) que depois de anos de sofrimento o que mais ela estranha não foi a forma como o ex a tratou e sim como ela conviveu tanto tempo com aquilo e não o abandonou muito tempo antes.
A possibilidade de cair nesse tipo de situação simplesmente me deixa em pânico. Quem ler o ultimo post antes desse, ve a alegria com que eu estava encarando não estar preso a ninguém.
Mas bastou alguns telefonemas e eu me encontrar com ela. que fudeu tudo. Porra que merda. A gente se encontrou depois de meses dela me tratando com desprezo e indiferença. E bastou ela me dizer algumas coisa bonitinhas e o quanto ainda gosta de mim que eu fiquei todo apaixonado de novo. Eu fiquei tão feliz e anestesiado de estar ao seu lado que não consegui tirar dela uma resposta convincente do porque ela me tratou daquele jeito. Tão idiota eu estava que acabei aceitando um trato ridiculo…
A gente não vai se ver durante 10 meses. Ao fim desse tempo a gente se encontra. Se ainda a gente sentir vontade de ficar nós voltamos e casamos…
COMO EU SOU IDIOTA!
Porque ela faz isso comigo, porque fica me colacando de molho? Se ela quisesse voltar de verdade teria feito. Isso é fato. E até eu, em toda a minha idiotice, percebo isso.
Só queria que ela fosse verdadeira comigo, queria saber se ela quer 10 meses pra dar uma resposta porque ela esta tao insegura quanto eu e que se depois de 10 meses eu ainda a quiser isso seria uma grande prova de amor. Isso é a opção mais romantica que eu consegui imaginar
A segunda opção: Ela sente alguma coisa por mim, não sabe o que é. E enquanto ela descobre me deixa de molho.
A terceira e mais catastrofica opção: Ela esta me fazendo de otário. (mais do que eu poderia pensar com a primeira e a segunda opção) Tipol me fazendo de otário por puro sadismo.
Caralho, por que?
Porque eu aceitei esse maldito trato.
Cara, eu estou pela primeira vez em Paris, escrevendo de um ape ao lado do Louvre. E estou achando uma merda estar aqui. Estou achando Paris um saco… Por que eu estou uma merda…
Trocaria essa uma semana aqui pelas respostas sinceras dela…
todo dia
7 Fevereiro, 2007
Otimista como eu sou, vejo uma coisa legal em não estar apaixonado nem amando ninguém…
É que todo dia eu me apaixono por alguém diferente. Fico apaixonado por toda mulher que dá um sorriso. Fico apaixonado por toda mulher desconhecida que se dispõe a trocar meio dedo de prosa comigo. Fico apaixonado por toda demonstração de inteligência e independência.
Todo dia uma mulher diferente. Aquela que estava fazendo compras com a um ar distante, aquela com andar atrapalhado… Aquela que gosta da mesma banda que eu. De todas aquelas que entram numa livraria e vão à seção de quadrinhos…
Aquela que me olhou nos olhos… E aquela que come macarrão com feijão…
Fico apaixonado pela beleza singela, aquela que não se percebe de relance, que deve ser contemplada. A beleza que a pessoa finge não ter, talvez por excesso de humildade ou falta de auto-estima… Aquela beleza linda e maravilhosa. Que parece tão perto de mim. Talvez porque só eu saiba aprecia-la.
—
Estou quase oficialmente curado do fim da minha ultima relação ![]()
—
um post esquizofrênico
7 Fevereiro, 2007
Estou escrevendo este post num momento de euforia noturna. Estava pensando demais e resolvi escrever.
Lendo o Blog da B. fui linkado para a poesia Entre quatro paredes. O blog da B. é ótimo e a poesia é linda!
Isso me fez pensar sobre as mulheres e os homens.
Eu invejo um pouco o fascínio que algumas mulheres exercem sobre mim. Existem mulheres que parecem tão decididas, tão importantes, tão longe da minha realidade. Elas parecem como deusas intocáveis em meu mundo.
A mulher que tem esse poder consegue o que quiser de mim, e de mais um monte de outros caras. Eu as invejo porque eu não consigo ser assim, eu não causo alvoroço, eu não chego como um furacão…
Quero dizer, talvez eu seja assim para algumas, mas eu não entorto quem me deixa torto. É aquela coisa, para alguns eu sou muito doido, para outros eu sou muito careta…
Sem mais lamuras, e mudando de assunto, quero dizer que entendo melhor agora que duas mulheres juntas buscam algo diferente do prazer que uma mulher encontra com um homem. Beleza… o fetiche do ménage a trois nunca foi a top da minha lista mesmo… deve estar entre as 5 mais, no máximo… hehehehehe
Eu respeito, e se algum dia eu esbarrar com essa situação, prometo me comportar e se for só pra ver, que seja… já deve ser uma experiência e tanto…
Viva as diferenças… e acho um saco a discriminação que sofro de alguns gays. Uma discriminação ao contrário… antes de serem discriminados alguns preferem discriminar…
Acho um saco meninas de 20 anos que ficam deslumbradas se beijando em show de rock e juram que o mundo não precisa de homens…
O mundo precisa de todos, não quero entrar no meio de nada, a não ser que seja convidado.
Eu tenho um crença que 90% das diferenças entre homens e mulheres são culturais… A gente inventou um monte de coisa, inclusive isso.
Mas já que criamos as diferenças, que fique claro que o mundo masculino também tem seus mistérios e nuances (criados por nós).
Que bom que existem mulheres que reconhecem isso… Eu, só quero continuar a minha exploração (no sentido da investigação)…