Viciados em rejeição
29 Dezembro, 2006
Duas amigas, sentadas na praça:
A1- Esta vendo aquele carinha?
A2- Qual?
A1- Aquele, de camiseta verde e barba ruiva, lá do outro lado [apontando sem nenhuma discrição]
A2- O que tem ele?
A1- Eu acho que ele não gosta de mim
A2- Sei… por que você acha isso?
A1- Porque estou encarando ele há um tempão, ele não esboça nenhuma reação
A2- Isso não quer dizer nada, ele está longe daqui e a praça está cheia de gente
A1- Mas eu estou vendo que ele olha pra toda mulher que passa, (tsc tsc) os homens são todos iguais. E a gente já se esbarrou várias vezes: na festa do Rodrigo, semana passada, duas vezes no shopping, até no enterro da irmã do Carlos. Além do que moramos na mesa quadra…
A2- Credo, não acredito que você fica reparando essas coisas num enterro
A1- Não conhecia ela mesmo…
A2- Ainda bem que eu sou sua amiga…
A1- Para de drama, vai…
…Alguns segundos em silêncio…
A1- Eu acho que eu vou lá falar com ele
A2- Pra que?
A1- Eu quero saber porque ele não vai com a minha cara
A2- Não viaja, vai… ele nem sabe que você existe.
A1- Mas que absurdo, como ele pode ter passado por mim tantas vezes e nem saber que eu existo. Não admito isso….
A2- Se você for lá ele vai achar que você esta dando mole
A1- Eu? Dando mole praquele antipático? Nunca
A2- Quem desdenha quer comprar
A1- Não viaja…
…
Ela foi falar com o carinha, ele foi muito simpático e ficou muito contante em conhece-la. Trocaram telefone. Ela saiu desse encontro se perguntando porque ele era tão frio e dissimulado. Ligou para ele só pra ver se iria atender. Começaram a namorar. O namoro durou 5 meses. Ela perdeu o interesse depois que ele disse que estava gostando muito dela, mas que estava inseguro porque as coisas que ela falava não condiziam com as atitudes que ela tinha.
Rejection Junkie – Wonkavision
Me chamo Rejection Junkie
Contigo eu não sou feliz
Preciso distância, que fujas de mim
Somente me sinto completa assim
Oh não, não quero atenção, quero rejeição
Só vou querer me envolver quando ouvir um não
Digamos que de dez garotos
Nove estejam a fim
Pode apostar, vou me apaixonar
Justo pelo que não dá bola pra mim
Oh não, não quero atenção, quero rejeição
Só vou querer me envolver quando ouvir um não
Rejection, Rejection, Rejection Junkie
Assim como sou rejeitada (eu sei que o que faço é uma fuga)
Rejeito um outro também (eu temo me comprometer)
E assim por diante nunca tem fim
No fundo todo mundo é um pouco assim
Oh não, não quero atenção, quero rejeição
Só vou querer me envolver quando ouvir um não
A-Ha, não quero atenção, quero rejeição
Só vou querer me envolver quando ouvir um não
Não! Não!
Rejection, Rejection, Rejection Junkie
Todo mundo tem as sua manias…
16 Dezembro, 2006
Todo mundo tem as sua manias, vaidades, futilidades e loucuras. Será que podemos considerar isso como fato?
Eu acredito que sim
Mas como as pessoas lidam com isso? Tem muitos que não assumem nem para si suas diferenças. E vão ter problemas com isso mais tarde…
Eu assumo quase tudo, mas tenho outro tipo de problema: Assumir para nós mesmos é saudável, contar para os outros nem sempre.
Hoje eu acordei na maior ressaca, levei mais de uma hora pra criar coragem de sair da cama. Mas quando vi que eu tinha emporcalhado meu tênis novo na festa de ontem, fui direto pro tanque e fiquei uns 30min limpando-os cuidadosamente. Foi ai que eu pensei nessa minha idéia.
Eu tenho o costume de ficar falando das minhas loucuras, tipo segunda-feira passada, que eu fiquei fumando cigarro na chuva, 2h30 da manhã. Alguns não entenderam a total espontaneidade da minha ação. Mas foi bom assim mesmo.
Igual a um amigo que eu uma vez flagrei colecionando unhas num cofre do playmobil. Está certo que éramos adolescentes na época. Mas eu achei aquilo muito doido.
Os caminhos que levam a gente a agir dessa maneira, são extremamente íntimos e às vezes não lembramos, ou não nos é permitido saber, exatamente toda a trajetória que foi percorrida.
Sei l�, eu sempre me achei muito esquisito, mais ainda quando comentava das minhas esquisitices. Vou trabalhar para guardar algumas coisas pra mim e deixar outras pra quando estiver afim de rir mim mesmo com os meus amigos.
sem título
12 Dezembro, 2006
São 2h30 e eu não consigo dormir. Então fui lá fora fumar um cigarro na chuva. é muito bom para poder descansar um pouco a mente, ficar rolando na cama não dá.
Eu estou sofrendo, não consigo esquecer minha ex-namorada. Não me conformo com o fato de ela não demonstrar o menor respeito pelo o que a gente viveu. Só gostaria de ouvir uma palavra de carinho.
Em todo lugar se exalta esse tipo de pessoa que no primeiro encontro já diz que te ama. Elas parecem tão excitantes com esse pretenso desapego. Mas na verdade eu tenho dificuldade de aceitar que elas são felizes de verdade.
Só queria uma palavra de carinho, de respeito. Que demonstrasse que eu realmente fui tão importante quanto ela disse.
Eu não acho justo passar por isso. Fico pensando se realmente tentar amar alguém é só um caminho para a infelicidade. Que devemos nos desapegar totalmente das pessoas, e seguir a nossa vida apenas tentando fazer o bem. Não é possível que tentar ter prazer na vida não nos conduza a algo bom.
Eu concordo que não devemos nos viciar em alguém. Que numa relação deve haver sinergia. Um casal para ser feliz deve ser mais do que os indivíduos separados. Isso nunca aconteceu nesse meu ultimo relacionamento. Por isso ele acabou. Mas isso não justifica a frieza.
Eu fico pensando: com tanta pobreza no mundo, fome, guerra, pais que vêem os filhos morrerem. Será sofrer por amor é algo fútil?
Eu sei que sou uma pessoa muito sentimental, e quando começo um relacionamento sou totalmente desesperado. Mas eu sinto uma necessidade de intimidade muito grande. Eu preciso de contato físico.
Talvez pelo fato de Ser muito travado com a minha família, de não conseguir expor meus problemas e angustias para os meus pais. Eu tente compensar isso nos meus relacionamentos.
Eu não consigo entender onde mais eu erro. Eu sou um cara que gosta das pequenas coisas de um namoro. Da cumplicidade, da troca de olhares, das piadas internas. De dar uma flor, de receber um carinho.
Porque eu me prendo tanto assim ao que passou? Está difícil de deixar ir embora. Eu vou conseguir, isso é fato. Mas porque que tem que ser tão doloroso.
Querer me apaixonar por outra pessoa para me curar é um caminho fácil e perigoso?
Eu não sou do tipo mais social, vai demorar até eu ficar com alguém de novo. E isso me atormenta…
comentário do texto
11 Dezembro, 2006
O texto “Encerrando ciclos” do post abaixo chegou para mim no momento certo. Eu estou tentando deixar para trás um relacionamento que não deu certo. É difícil deixar morrer um sentimento mas acredito que é o certo a ser feito!
Não deu certo. A pessoa não te procura mais. Ela encerrou essa história. E vou fazer o mesmo. O pior disso é ter que engolir o meu ressentimento. Porra, as vezes eu penso: “gostaria que ela sofresse o que eu sofri”. Mas isso não vai apagar a dor que eu senti. Ou então quando eu sei que a derrota é iminente eu gostaria de conversar mais uma vez e fazer a famosa pergunta: ?Eu não signifiquei nada para você??.
Eu acho isso o pior. Já aconteceu muito comigo muito, pessoas que mudaram a minha vida, mas me fizeram crer que, para elas, eu fui apenas mais um. Muito foda.
Mas eu já passei por isso antes. E sei que quando eu esquecer vai ser pra sempre. E até isso me assusta, me assusta muito. Saber que no futuro, a pessoa a quem hoje sou tão apegado vai representar muito pouco. Talvez até as memórias do que foi bom entre a gente vão ficar distantes e difusas. Coisas que eu não vou fazer questão de lembrar.
encerrando ciclos
11 Dezembro, 2006
updated – 11-fev-2007 -
Estou fazendo um update nesse post que é o que mais traz gente a este blog
——-
Então, Como vocês podem ler no segundo comentário deste post esse texto parece realmente não ser do Paulo Coelho…
Já que você chegou até aqui, leia o resto do meu blog, aceito críticas também…
———
Não sei se é do Paulo Coelho, mesmo se for, que seja! (preconceituoso, eu?)
Esse texto é muito bom!
“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em
permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o
sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o
nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa
dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente
cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se
perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que
eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas
em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu
marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão
encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao
ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no
passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes
tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes
que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor
intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam
ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir
recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar
os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir
embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes
ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que
reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare
de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que
mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas
envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que
sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo
novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais
voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem
aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode
parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando
ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas
porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a
porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e
se transforme em quem é.”
por Paulo Coelho
Por que eu vou falar de video-games?
4 Dezembro, 2006
Video-games são uma ótima forma de escapismo. Eles são ideais para se esquecer os problemas e ter a certeza que toda a sua concentração vai estar em passar para a próxima fase. Isso é ótimo.
Há poucas coisa que funcione tão bem comigo. E nem sempre eu posso estar rodeado de amigos, me consolando ou conversando amenidades. O video-game te ajuda a encarar uma solidão de forma honrosa!
————– ———————-
Eu me lembro de duas coisas que são bastante cíclicas na minha vida: Jogos eletrônicos e guitarra.
Estou há uns meses sem tocar guitarra, desde que minha banda entrou de “férias”. Antes disso estava tocando apenas durante os ensaios semanais, mas já passei meses tocando quase todos os dias. Nesse momento a guitarra não tem me dado tesão. Mas eu sei que isso vai passar, é só questão de tempo.
Estava a bastante tempo sem jogar games, também. Mas de repente me deu vontade de dar um jogadinha básica.
Comecei a entrar em site especializados no assunto para ver quais eram os jogos do momento. Comecei a ler resenhas aqui e ali. Isso me fez pensar em como deve ser divertido falar sobre isso. Gostaria de trabalhar para alguns desses sites. Ganhar a vida analisando jogos. Que vidão!
Já que não pretendo realizar esse meu sonho por agora, resolvi escrever um pouco sobre o assunto. A primeira idéia que me veio à cabeça foi de falar sobre os jogos que mais me marcaram durante essas décadas (!!!!) de jogatina.
é isso!
Jogos que fizeram a minha cabeça
4 Dezembro, 2006
A minha infancia foi vivida em um período de transição. As minhas brincadeiras prediletas ainda eram pique-esconde, jogar bola, e andar de bicicleta. Porem, começavam a surgir uma série de brinquedos mais tecnológicos como os Comandos em Ação, “G. I. Joe” nas gringa, ou robôs que precisavam de pilha para funcionar! (Isso aqui no Brasil, no Japão já devia ter muito mais…)
É lógico que essas novidades foram todas bem vindas pela molecada. Mas eis que surge um novo conceito de entretenimento. Apenas mais uma brincadeira mas que paulatinamente foi tomando a vida de milhares de crianças inocentes… o vídeo-game
UHAHAHAHAHAHAHAH (risada diabólica)
Eu confesso, que a minha história com os jogos eletrônicos não foi do tipo paixão a primeira vista. Eu nem lembro direito quando eu joguei Atari pela primeira vez!
O Atari 2600 foi o primeiro video-game de grande sucesso comercial.
Eu me divertia jogando Decathlon, River Raid e vários outros. Nós reuníamos os amigos para jogar em tardes chuvosas, ou quando estávamos entediados. Mas era uma coisa sadia. Em termos, pois a histórias de calos na mão para conseguir as melhores marcas no Decathlon são famosas!
O Atari teria sido para mim apenas mais uma brincadeira, se a coisa tivesse parado por ai…
